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Miliciano carioca é morto pela policia baiana


O ex-capitão Adriano da Nóbrega, que estava foragido e morreu após ser alvo de operação policial na madrugada deste domingo (9), ligou para seu advogado Paulo Emilio Catta Preta na última semana dizendo ter certeza de que seria morto se a polícia o encontrasse. Acusado de comandar a mais antiga milícia do Rio de Janeiro e suspeito de integrar um grupo de assassinos profissionais do estado, ele estava foragido havia mais de um ano. Adriano também é citado na investigação que apura a prática de “rachadinha” no gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro do agora senador Flávio Bolsonaro. Ele teve duas parentes nomeadas pelo então deputado estadual, de quem já chegou a receber duas homenagens. “Ele disse que se se entregasse tinha certeza que estaria morto no dia seguinte e também que estaria morto se o encontrassem. Falou, inclusive, que seria queima de arquivo”, disse o advogado de Adriano. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, Adriano foi encontrado no município de Esplanada. Quando os policiais chegaram, ele teria efetuado disparos e, na troca de tiros, teria sido ferido.Ele teria sido levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Ainda de acordo com a  Secretaria de Segurança Pública da Bahia foram apreendidos 13 celulares, uma pistola, um revolver e duas espingardas no imóvel na zona rural do município de Esplanada, onde foi encontrado e morto ‘capitão Adriano’. O oficial por indicação de Flávio Bolsonaro, já recebeu a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Ele era suspeito de chefiar o ‘escritório do crime’, milícia que teria  participado do assassinato de Marielle Franco. O comando de Guarnições do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Litoral Norte, do Grupamento Aéreo (Graer) e da Superintendência de Inteligência (SI) da SSP da Bahia encerraram as varreduras, no início da tarde deste domingo, 9. O caso que terminou com a morte em confronto do ex-policial militar do Rio de Janeiro e foragido da Justiça foi registrado no Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) da Bahia.

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