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Um ano após a morte de Paulo César parentes e amigos realizam manifestação em frente ao MPE

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Na manhã desta segunda-feira (29), data em que completou um ano da morte do borracheiro Paulo César Silva dos Santos, parentes e amigos, cumprindo as recomendações sanitárias por conta da pandemia do novo coronavírus, se reuniram em frente à sede do Ministério Público Estadual, em Jequié, buscando informações acerca do andamento do processo encaminhado pela Defensoria Pública Estadual, para a apuração das ocorrências que resultaram em sua morte por traumatismo craniano, cerca de 24h, após internamento no Hospital Geral Prado Valadares.



Relembre o caso – No dia 24 de junho do ano passado, Paulo César pilotando uma motoneta se envolveu na região da Baixa do Bonfim na colisão com outra moto, na qual estavam um cidadão e uma filha, que sofreram lesões pessoais. Foram chamados ao local uma ambulância do SAMU que prestou socorro ao pai e filha, conduzindo-os ao hospital público da cidade. Paulo César que se mostrou resistente à condução para atendimento médico, ele foi encaminhado à delegacia da Polícia Rodoviária Federal, onde foi submetido a teste de alcoolemia (bafômetro) e, em seguida conduzido por policiais militares, para a delegacia de polícia.

Ao comparecerem ao local, a irmã Luzinete Silva dos Santos, diz que a informação recebida é de que eles deveriam comparecer posteriormente, acompanhado de um advogado para a audiência de custódia, que deveria determinar o pagamento de fiança para sua liberação. No dia seguinte os familiares tomaram conhecimento de que Paulo César com problemas de saúde foi encaminhado a UPA e posteriormente ao Hospital Prado Valadares. onde no dia 26 eles foram informados do mesmo ter sofrido morte cerebral. Os parentes cobram respostas para o fato de Paulo César, na época com 50 anos de idade, não ter sofrido aparente lesão grave no acidente, ter dado entrada andando e consciente na delegacia e, posteriormente ter sido acometido por traumatismo craniano, com a suposição de ter se debatido contra a grade da carceragem. Na manhã desta segunda (29), os parentes tomaram conhecimento de que o processo havia sido encaminhado pela Defensoria Pública, para a Procuradoria Jurídica Criminal,. Eles aguardam apuração detalhada do ocorrido, principalmente, no período de tempo entre a permanência na carceragem da polícia e a transferência para o hospital. Na secretaria do MPE eles foram informados sobre o número do processo e em qual das Promotorias o processo está protocolado.

Com as informações: Jequié Repórter

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